O fim do ano…um ano novo!

23 11 2008

Quero trocar de ano, quero um ano novinho e imprevisível.

Quero um beijo roubado de um antigo amor.

Quero acreditar nas velhas promessas de novidades.

Quero aprender agora o que o Drummond já sabia.

ampulheta1

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para diante vai ser diferente”.

Carlos Drummond de Andrade
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Eu, tú, eles…

19 11 2008

s7303696As datas dos meus posts estão malucas.

Meu bebê de 13 anos com catapora.

O tempo todo eu descubro que dou valor à diferentes coisas, todo o dia.

Não sei onde vai dar, mas a viagem até agora tem sido divertida e perigosa.

E eu não consigo controlar quase nada…mas não páro de tentar.





Incertesa, não dúvida

7 07 2008

Tenho vivido o bastante pra duvidar muito.

Eu já tive certesas absolutas e esperança de que quanto mais vivesse mais saberia.

O problema da internet em São Paulo, as FARC, tenho duvidado de tudo oficialmente dito.

E eu sei também que você duvida, só não sei a que ponto.

A ponto de perder o sono, ou só tem a sensação de engano.

Porque tem quem eu sou, quem eu penso que sou, quem eu digo que sou, quem você pensa que eu sou e tudo isso de mim em você, que pode mudar. Por humor, amor ou mesmo a dor. Todo dia.





A quoi ca sert l’amour

13 06 2008

Feliz dia dos namorados





Lia…aos 18

28 05 2008

Meu bebê tá aniversariando.





Comigo.

15 05 2008

Talvez eu quisesse me enganar

E o que eu sei, se ninguém sabe que eu sei, existe?

Se já morreram as amigas que sabiam do segredo morreu o segredo, mais a lembrança ainda me emociona.

Dos livros que li, dos que esqueci, dos que me fizeram chorar, fazem parte de mim.

E as músicas que sabíamos juntas? Ninguém mais sabe e você se foi.

E ninguém quer saber.

Estou fingindo de ser no orkuts/myspace/blog… e afins.

Estou sem dinheiro pra ser na vida real. Você se foi talvez sabendo que agora dinheiro é ser e não ter, como quando existíamos juntas.

Dessa vidinha que vivo é trabalho, do lúdico eu sinto tudo sozinha.

Sempre foi assim? Pra todo mundo?

E querer a ilusão de volta seria errado. Mas estou viva.

Dentro de mim o universo delira. Comigo.

(Para; Patrícia Renata, Marcão, Andréia Loka)





Língua

8 05 2008

Língua

Caetano Veloso

Composição: Indisponível

Língua
Caetano Veloso

Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
“Minha pátria é minha língua”
Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E – xeque-mate – explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô
– Você e tu
– Lhe amo
– Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!
– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.